A exposição temática “Espaço da China” foi aberta na segunda-feira (17) na Zona Azul da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulã Bator, capital da Mongólia, reunindo as principais conquistas do país no combate à degradação de terras. O Brasil também participa da conferência, que vai até 28 de agosto. O país tem cerca de 18% do território classificado como suscetível à desertificação, concentrado principalmente no semiárido do Nordeste.
O destaque da mostra é o Programa da Floresta de Abrigo dos Três Nortes, lançado em 1978 e considerado o maior programa de florestamento do mundo. A China planeja mantê-lo até 2050, dividido em oito fases (a sexta está em curso). Segundo o país, a cobertura de florestas e pastagens na área do projeto já chegou a 40,76%, e 67,82% da terra desertificada tratável foi recuperada.
Durante o 14º Plano Quinquenal (2021-2025), a China diz ter recuperado cerca de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, além de restaurar outros 80 milhões de hectares por meio de medidas como a proibição temporária de pastoreio, o que teria beneficiado cerca de 12 milhões de agricultores e pastores.
O país também destaca avanços tecnológicos, como o uso de sementes de melhor qualidade em mais de 75% das áreas de controle de areia e a mecanização de metade dessas operações, além de parcerias com países árabes, a Mongólia e nações da Ásia Central para compartilhar suas técnicas de combate à desertificação.
Segundo a China, o país já registra redução contínua nas áreas afetadas por desertificação e salinização do solo, tornando-se o primeiro do mundo a atingir “crescimento zero” na degradação de terras, cerca de 53% das áreas salinizadas tratáveis já teriam sido recuperadas.

Sem Comentários ainda!