O Ministério do Comércio da China exigiu nesta quinta-feira que os Estados Unidos interrompam imediatamente a prática de adicionar companhias chinesas à chamada “lista de empresas vinculadas ao exército chinês”, afirmando que Beijing “terá de adotar contramedidas” em resposta.
O porta-voz da pasta, He Yadong, declarou em coletiva regular que a medida americana prejudica gravemente os direitos legítimos das empresas chinesas, tornando necessária uma resposta oficial.
Para sustentar a retaliação, dois departamentos chineses anunciaram no último dia 22 de junho medidas restritivas contra 56 entidades dos EUA. Dez delas, incluindo a Aveox, Inc., foram inseridas na lista de controle de exportações da China; outras 46 tiveram seus produtos proibidos de serem adquiridos em compras governamentais.
Segundo He, as empresas atingidas são todas “de perfil militar”, e as medidas chinesas visam salvaguardar a segurança nacional e os interesses do país, além de cumprir obrigações internacionais como as de não proliferação.
O porta-voz encerrou a fala conclamando Washington a trabalhar junto com Beijing para manter e desenvolver uma “relação bilateral construtiva de estabilidade estratégica”. O embate reforça a tensão comercial e tecnológica entre as duas maiores economias do mundo, com a China sinalizando disposição para reciprocidade setorial sempre que o lado americano acionar restrições baseadas em segurança nacional.

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