Vale leva IA e arte amazônica à feira de importações da China

Mineradora participa pela nona vez do evento em Shanghai, de 5 a 10 de novembro, com estande ligado ao Ano Cultural Brasil-China
Por Redação
Foto de uma área da Exposição de Comércio de Serviços, parte da 8ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), em Xangai, no leste da China, em 9 de novembro de 2025. (Xinhua/Wang Xiang)

A Vale anunciou em 19 de outubro que vai participar da 9ª Exposição Internacional de Importações da China (CIIE, na sigla em inglês), marcada para 5 a 10 de novembro, em Shanghai. A mineradora levará ao evento seus produtos minerais, projetos de automação e de redução de emissões na mineração e uma exposição de arte digital sobre a Amazônia.

A empresa esteve em todas as edições da feira desde a primeira, em 2018. Neste ano, o estande terá como tema o início do 15º Plano Quinquenal chinês e o que a Vale chama de “mineração do futuro”: operações inteligentes, menos interferência nas operações, fim dos resíduos de rocha e dos rejeitos, neutralidade de carbono, compartilhamento de valor e formação de profissionais.

Segundo a companhia, sistemas de otimização em tempo real, análise de vídeo e gêmeos digitais (réplicas virtuais de equipamentos e processos usadas para simular cenários e antecipar falhas) estão sendo incorporados às operações. Em uma fábrica-piloto em Itabira (MG), a inteligência artificial já é usada para aumentar a segurança e a eficiência da produção. Em 2025, a Vale investiu US$ 685 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A presidente da Vale na China, Xie Xue, afirmou que o avanço da nova industrialização chinesa deve manter a tecnologia e a sustentabilidade como motores do setor manufatureiro. Segundo ela, a empresa quer usar a feira para buscar parcerias com empresas chinesas na transformação da mineração.

O estande também terá uma cabine de imersão audiovisual e uma exposição interativa com realidade aumentada, com obras de artistas brasileiros inspiradas na Amazônia. A ação faz parte do Ano Cultural Brasil-China. Para Xie, a proposta é levar a floresta ao intercâmbio cultural entre os dois países e ampliar a consciência sobre a preservação ambiental.

Criada em 2018 e apresentada pelo governo chinês como a primeira exposição nacional do mundo dedicada às importações, a CIIE reunirá neste ano 162 países, regiões e organizações internacionais e 4.142 empresas estrangeiras, segundo o vice-ministro do Comércio, Yan Dong. A área de exposição vai passar de 440 mil metros quadrados pela primeira vez, com mais de 300 empresas da lista Fortune Global 500 e líderes de setor e mais de 2 mil estreantes.

A feira acontece em meio à alta das compras externas chinesas. De janeiro a setembro, as importações da China somaram 16,7 trilhões de yuans (US$ 2,48 trilhões), alta de 22%, o ritmo mais forte desde 2021, segundo a Administração Geral das Alfândegas.

Publicado em: 21/10/2026

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