O Australian Open se consolidou como o Grand Slam mais assistido e mais curtido na China, afirmou Cedric Cornelis, diretor comercial do torneio, em entrevista à Xinhua no Melbourne Park. Dados de 2025 mostram que 40% da audiência total do Australian Open, somando transmissões e redes sociais, teve origem no mercado chinês, colocando o país ao lado da Austrália como principal fonte de público do evento.
“A China está sempre em primeiro ou segundo lugar em audiência, ao lado da Austrália. É um mercado muito importante para nós”, disse Cornelis. Atualmente, o Australian Open soma cerca de 6 milhões de seguidores nas redes sociais chinesas e já ultrapassou 1 bilhão de impressões no país na edição deste ano. O torneio é o único Grand Slam a manter uma equipe permanente na China, fator que, de acordo com o executivo, facilita a produção de conteúdo local e o diálogo direto com os fãs chineses.
A presença de parceiros chineses também tem papel central nessa expansão. Marcas como Luzhou Laojiao, Haier e Luckin Coffee promovem ações de ativação da marca Australian Open e de incentivo ao tênis em diversas cidades da China. A Luzhou Laojiao, por exemplo, organiza o torneio amador AO Challenge em mais de 30 cidades chinesas, levando os vencedores para assistir às finais em Melbourne.
Além do alcance esportivo, o Australian Open tem apostado no intercâmbio cultural e na diversidade como parte de sua identidade. Cornelis destacou a presença crescente de fãs chineses no Melbourne Park, tanto residentes locais quanto visitantes vindos da China, e lembrou que o país formou diversos tenistas ao longo dos anos. “O evento reúne pessoas de diferentes origens culturais, dentro e fora das quadras”, afirmou ele.
A edição de 2026 também bateu recordes de público. De acordo com dados oficiais, o nono dia do torneio, em 26 de janeiro, recebeu 70.550 visitantes, alta de 5% em relação ao recorde anterior. Desde o início da chave principal, em 18 de janeiro, o total de visitantes chegou a 835 mil.
Para Cornelis, inovação e respeito à história explicam o sucesso contínuo do torneio. Ele destacou a cerimônia de abertura deste ano, que contou com a presença de Roger Federer, como símbolo da valorização das lendas do esporte. “Federer nos chamou de Happy Slam, e esse espírito virou parte da nossa identidade, ao transformar o torneio em um grande festival em torno do tênis”, concluiu.

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