A China quer entrar no grupo das potências automotivas globais até 2030, com vantagens mais fortes em toda a cadeia industrial de veículos elétricos e conectados — os chamados NEVs, carros que combinam motorização elétrica ou híbrida com sistemas de conectividade e, cada vez mais, funções de condução autônoma.
É o que estabelece um plano quinquenal de desenvolvimento do setor, divulgado nesta sexta-feira por nove órgãos do governo chinês, entre eles o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. O documento identifica os NEVs inteligentes e conectados como direção estratégica para modernizar a indústria automotiva chinesa, dentro de um esforço mais amplo do país para atualizar seu setor industrial.
O avanço chinês no setor já se reflete no mercado brasileiro. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a China respondeu por 54% dos veículos importados pelo Brasil até agosto de 2026, com alta de 110% nas compras de carros chineses no acumulado do ano — crescimento puxado sobretudo por modelos elétricos e híbridos.
O plano prevê que os veículos elétricos e híbridos respondam por 70% das vendas de carros de passeio novos e 40% das vendas de veículos comerciais novos no mercado doméstico chinês até 2030. Também projeta aplicação em larga escala de veículos com funções de condução autônoma, com direção altamente automatizada em rodovias, vias expressas urbanas e parte das vias urbanas comuns — ou seja, carros capazes de dirigir sozinhos na maior parte do trajeto, com intervenção humana cada vez mais rara.







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