As exportações brasileiras de vinhos, espumantes e suco de uva para a China cresceram de forma significativa em 2026, e o setor vitivinícola do país passou a ver o mercado chinês como uma aposta estratégica a ser desenvolvida no longo prazo, segundo Rafael Romagna, gerente de promoção para o mercado externo do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS).
Romagna afirmou à Xinhua que o trabalho no mercado chinês envolve prospecção comercial, construção de marca e aproximação com consumidores, importadores e distribuidores locais. Produtores brasileiros e órgãos ligados ao comércio exterior também têm apoiado a internacionalização das marcas nacionais na China.
Segundo ele, o interesse chinês pelo suco de uva brasileiro também vem crescendo — especialmente por produtos da Serra Gaúcha, principal região vitivinícola do país.
No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou US$ 6,79 milhões em vinhos e espumantes, alta de 23,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A maior parte das exportações foi de vinhos.
Os produtos vitivinícolas brasileiros chegaram a 79 países neste ano, um número de destinos 20,4% maior do que o registrado em 2025.
Do lado chinês, dados da Administração Geral das Alfândegas do país mostram que a China importou 119 milhões de litros de vinho entre janeiro e julho deste ano, no valor de US$ 889 milhões — alta de 1,25% em relação ao mesmo período de 2025. O preço médio de importação subiu 14,27%, para US$ 7,43 por litro, um sinal de que o mercado chinês tem valorizado produtos de maior qualidade.







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