A China vai ampliar a cobertura do seguro-saúde básico para trabalhadores em formas flexíveis e novas de emprego — categoria que inclui motoristas de aplicativo, entregadores e prestadores autônomos de serviços por plataforma digital —, como parte de um esforço para adaptar o sistema de seguridade social a um mercado de trabalho em transformação. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelas autoridades de saúde do país.
Ao longo dos próximos três anos, a China vai buscar matricular mais trabalhadores flexíveis, migrantes internos e pessoas em novas formas de emprego no sistema básico de seguro-saúde, segundo comunicado conjunto de sete departamentos do governo, entre eles a Administração Nacional de Seguridade em Saúde.
Durante esse período, o país vai testar novos modelos de matrícula e contribuição, pensados especificamente para quem trabalha nessas modalidades. Ao mesmo tempo, os serviços voltados a trabalhadores autônomos serão aprimorados para facilitar o processo de inscrição no sistema.
A medida reflete um desafio comum a economias com grande volume de trabalho por plataforma: sistemas de seguridade social historicamente pensados para vínculos empregatícios formais e fixos precisam se adaptar a uma força de trabalho cada vez mais fragmentada entre múltiplos empregadores ou sem vínculo formal algum.







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