Visitantes são vistos durante um evento principal do quarto Dia Nacional da Ecologia em Hulunbuir, na Região Autônoma da Mongólia Interior, norte da China, em 15 de agosto de 2026.

China revela avanços ecológicos no Dia Nacional da Ecologia

Balanço reúne avanços em florestamento, recuperação de espécies ameaçadas e a entrada em vigor de um novo código ambiental no país

Autoridades chinesas revelaram no sábado (15) uma série de conquistas ecológicas no evento que marcou o quarto Dia Nacional da Ecologia da China, em Hulunbuir, na Região Autônoma da Mongólia Interior.

O evento, batizado de “Construindo uma base verde para a modernização chinesa”, foi organizado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, por outros órgãos do governo central e pelo governo regional da Mongólia Interior.

Zhang Liming, vice-diretor da Administração Nacional de Florestas e Pastagens, detalhou o progresso do Programa Florestal do Cinturão de Proteção Três-Norte, iniciado em 1978 para combater a desertificação no noroeste, norte e nordeste do país.

Desde 2023, quando o programa entrou em fase crítica, o governo central já investiu 88,9 bilhões de yuans (US$ 13,1 bilhões) em 544 projetos-chave, concluindo mais de 80 milhões de mu (5,33 milhões de hectares) de restauração ecológica por ano.

Como resultado, a cobertura de florestas e pastagens na área do programa chegou a 40,76%, enquanto 67,82% da terra desertificada tratável já foi controlada, segundo Zhang.

A China também avançou na construção do seu sistema de parques nacionais: os cinco primeiros parques do país já integram mais de 120 reservas naturais e outras áreas protegidas.

Espécies como o antílope tibetano (mais de 70 mil exemplares), o tigre siberiano selvagem (de 27 para 72) e o leopardo selvagem (de 42 para 115) mostraram sinais de recuperação. A população do gibão-de-hainan, criticamente ameaçado de extinção, subiu para 44 indivíduos em sete grupos.

Selwin Hart, conselheiro especial do secretário-geral da ONU para Ação Climática e Transição Justa, discursou por vídeo destacando o papel da China na expansão global de tecnologias de energia limpa, e citou o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) do país, com novas metas de pico de carbono e energia renovável, como oportunidade para acelerar a transição em todo o mundo.

No mesmo sábado, entrou em vigor o Código Ecológico e Ambiental da China, com 1.242 artigos organizados em cinco capítulos sobre controle da poluição, proteção ecológica e desenvolvimento verde.

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