A China divulgou nesta quarta-feira (29) o Plano Nacional de Resposta às Mudanças Climáticas para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030), estabelecendo a meta de reduzir as emissões de dióxido de carbono por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) em 17% até 2030, na comparação com o ano de 2025. O documento foi lançado em conjunto por 18 órgãos, incluindo o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente, o Ministério das Relações Exteriores e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.
Segundo o plano, a China buscará construir um mercado voluntário de redução de emissões de gases de efeito estufa transparente e alinhado aos padrões internacionais, além de estabelecer um sistema de gestão de pegada de carbono de produtos até 2030. O país também fortalecerá o monitoramento e controle de gases não-CO₂, desenvolvendo capacidade para reduzir 30 milhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono até o fim da década.
No setor energético, o plano prevê a implementação de um sistema de duplo controle para emissões totais de carbono e intensidade de carbono, acelerando o desenvolvimento de um novo sistema energético e expandindo o uso de energia não fóssil. A meta é elevar a participação de fontes não fóssil no consumo total de energia para 25% até 2030, conforme ação de pico de carbono divulgada no início de julho. Paralelamente, o país promoverá o pico no consumo de carvão e petróleo, com foco na transição para uma matriz mais limpa.
Para reforçar a resiliência climática, o documento prevê a realização de avaliações de risco climático e o fortalecimento da resposta a eventos climáticos extremos. A China reiterou seus objetivos de “duplo carbono”: atingir o pico de emissões de CO₂ antes de 2030 e a neutralidade carbono antes de 2060. Especialistas interpretam o plano como um passo decisivo para consolidar a transição verde da segunda maior economia global e reforçar sua liderança na governança climática internacional.

Sem Comentários ainda!