China registra recuperação de espécies ameaçadas e avanço na preservação da biodiversidade

País afirma que mais de 200 espécies raras entraram em fase de crescimento populacional

A China registrou crescimento contínuo nas populações selvagens de espécies ameaçadas nos últimos anos, segundo informou nesta sexta-feira a Administração Nacional de Florestas e Pastagens da China, durante ações ligadas ao Dia Internacional da Biodiversidade de 2026.

De acordo com o órgão, mais de 200 espécies raras e ameaçadas de animais silvestres já entraram em uma fase de recuperação populacional no país. Além disso, mais de 100 espécies vegetais ameaçadas receberam medidas emergenciais de proteção.

O avanço foi atribuído à ampliação de áreas protegidas e ao fortalecimento de sistemas de conservação, incluindo parques nacionais e jardins botânicos. Atualmente, a China possui um sistema nacional de reservas naturais voltado à preservação da biodiversidade em diferentes regiões do país.

Entre os destaques está o Hainan gibbon, considerado o primata mais raro do mundo. Segundo dados oficiais, a população do animal aumentou para 44 indivíduos distribuídos em sete grupos em 2025. A espécie é endêmica da província de Hainan e, segundo o governo chinês, representa o único caso conhecido de crescimento contínuo entre populações de gibões no mundo.

A China também ampliou ações de proteção a aves migratórias, estabelecendo 1.140 áreas classificadas como habitats prioritários ao longo de rotas migratórias. As autoridades afirmam que isso contribuiu para o aumento gradual no número de espécies de aves sob proteção nacional.

Dados oficiais apontam que a China abriga cerca de 3,1 mil espécies de vertebrados terrestres e mais de 39 mil espécies de plantas superiores, colocando o país entre os líderes globais em biodiversidade.

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