A China informou nesta sexta-feira que não há registros de infecções humanas pela variante de hantavírus associada ao surto ocorrido em um cruzeiro que partiu da Argentina. O esclarecimento foi feito pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças após a Organização Mundial da Saúde relatar mortes ligadas ao vírus.
Segundo a OMS, cinco dos oito casos registrados no navio foram confirmados laboratorialmente como infecções pelo vírus Andes, uma cepa de hantavírus associada a transmissões limitadas entre humanos. Até quinta-feira, três mortes haviam sido registradas no surto.
O China CDC afirmou que o vírus Andes não possui hospedeiro natural conhecido no território chinês e que não há casos humanos relacionados à cepa no país. Os hantavírus são normalmente transmitidos por roedores e podem causar doenças com diferentes níveis de gravidade, dependendo da variante envolvida.
As autoridades chinesas reforçaram que a principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com roedores, fezes e carcaças desses animais, além de manter ambientes limpos. A OMS avaliou o risco global do surto como baixo, embora não descarte o surgimento de novos casos devido ao período de incubação da doença.

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