Produtos africanos ganham espaço na China após nova política de tarifa zero

Medida amplia comércio bilateral e beneficia exportadores africanos

A China registrou aumento na entrada de produtos africanos após a ampliação de sua política de tarifa zero para 53 países africanos com relações diplomáticas com o país. A medida começou a valer em 1º de maio e já impulsionou a chegada de alimentos e produtos típicos ao mercado chinês.

Entre os primeiros carregamentos beneficiados estão 24 toneladas de maçãs da África do Sul e mais de 6,9 mil quilos de abacates do Quênia, liberados rapidamente pela alfândega chinesa. Com a nova política, tarifas que chegavam a 10% foram reduzidas a zero, aumentando a competitividade dos produtos africanos no mercado chinês.

Além desses itens, a China vem ampliando a importação de produtos como abacaxis do Benin, pimentas secas de Ruanda, carne ovina de Madagascar e café de diversos países africanos. Em 2025, o comércio entre a China e os 53 países contemplados alcançou US$ 348,1 bilhões, com alta de 26,8% no primeiro trimestre de 2026.

Autoridades chinesas também anunciaram medidas para facilitar a entrada desses produtos, incluindo simplificação de processos alfandegários, criação de canais verdes para alimentos africanos e revisão de regras sanitárias. A expectativa é que a iniciativa fortaleça ainda mais a cooperação econômica entre China e África e amplie a presença de produtos africanos no consumo chinês.

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