A China reafirmou neste domingo seu papel como uma força importante para a paz e a estabilidade global e defendeu um cessar-fogo imediato no Oriente Médio. As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante entrevista coletiva à imprensa à margem da sessão anual da Assembleia Popular Nacional.
Comentando a situação envolvendo o Irã, Wang pediu a interrupção imediata das operações militares e o retorno rápido às negociações. Segundo ele, os assuntos do Oriente Médio devem ser decididos pelos próprios países da região.
O chanceler também abordou as relações entre China e Estados Unidos, afirmando que 2026 será um “ano importante” para os laços bilaterais. Para ele, os dois países devem focar na cooperação vantajosa para ambos, mesmo diante de divergências.
“Nenhum dos lados pode remodelar o outro, mas podemos escolher como nos relacionar: com respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação de benefício mútuo”, afirmou.
Wang também comentou relações com outras regiões. Segundo ele, a parceria estratégica entre China e Rússia tem se mantido sólida, enquanto a Europa é vista por Pequim como um polo importante em um mundo multipolar e um parceiro relevante no processo de modernização chinesa.
Sobre a relação com a Índia, o ministro defendeu a manutenção de uma visão estratégica baseada na parceria e no desenvolvimento. Já em relação ao Japão, afirmou que o futuro das relações dependerá das escolhas feitas por Tóquio.
Durante a coletiva, Wang destacou ainda a importância de fortalecer o papel das Nações Unidas e de avançar na construção de uma ordem internacional multipolar. Segundo ele, países do chamado Sul Global têm se tornado uma força cada vez mais relevante nesse processo.
O ministro também afirmou que a China pretende ampliar a cooperação com América Latina, Caribe e África, ressaltando que essas parcerias não têm como objetivo confrontar terceiros países e devem se basear em respeito mútuo e desenvolvimento compartilhado.

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