Em um megaempreendimento solar a cerca de 80 quilômetros de Jeddah, na Arábia Saudita, mais de 5 mil robôs chineses limpam diariamente as placas fotovoltaicas de um parque de 53 quilômetros quadrados, uma operação concluída em apenas 2h30. Fabricados pela Sunpure Technology, de Anhui, esses equipamentos utilizam algoritmos inteligentes, sensores múltiplos e navegação autônoma para operar sob temperaturas extremas e tempestades de areia, reduzindo perdas de eficiência causadas pelo acúmulo de poeira.
A expansão internacional dos robôs chineses acompanha a maturidade crescente do setor. Segundo a Conferência Mundial de Robótica de 2025, a China é hoje o maior produtor global: a produção de robôs industriais saltou de 33 mil unidades em 2015 para 556 mil em 2024, enquanto os robôs de serviço chegaram a 10,5 milhões no ano passado. No primeiro semestre de 2025, o país tornou-se o segundo maior exportador de robôs industriais, com alta de 61% nas exportações.
Empresas como a EFORT Intelligent Robot ampliaram sua atuação global, fornecendo soluções de robótica para montadoras como Maserati, Fiat, BMW e Volkswagen. Já no setor de serviços, empresas como a Keenon Robotics e a Chasing Innovation exportam robôs para mais de 60 e 100 países, respectivamente, com aplicações que vão de restaurantes e hospitais à observação submarina, resgate e pesquisa científica. A demanda também se estende aos robôs humanóides: a Moga Technology, subsidiária da Chery, já introduziu seu modelo Mornine em lojas automotivas de mais de 30 países.
Segundo a Moga Technology, a expectativa é vender mais de 40 mil robôs humanóides e 90 mil robôs quadrúpedes até 2030, voltados para vendas, recepção de clientes, turismo, consultoria e companhia. Para empresas e especialistas estrangeiros, a presença crescente dos equipamentos chineses reflete uma transformação tecnológica global, com soluções mais eficientes, integradas e acessíveis.

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