China e Brasil: uma parceria importante para o desenvolvimento de um mundo multipolar

Por Fausto Pinato

O 14º Plano Quinquenal da República Popular da China (2021–2025) chega ao fim marcando uma virada histórica. O plano abrangeu metas econômicas, sociais e ambientais com foco no desenvolvimento sustentável, na inovação tecnológica, na modernização industrial e no fortalecimento do mercado interno sob o modelo de “dupla circulação”. Entre seus objetivos estavam o aumento dos investimentos em P&D, o avanço da economia circular, a expansão da economia digital e de serviços e a transição para fontes de energia mais limpas. Essa trajetória consolidou o papel da República Popular da China na construção de uma ordem internacional mais equilibrada e multipolar.

Com a chegada do 15º Plano Quinquenal da República Popular da China (2026–2030), inicia-se uma nova etapa de cooperação. Como presidente da Frente Parlamentar Brasil–China e do BRICS, acredito que esse novo ciclo representa uma oportunidade singular para reposicionar nossa relação bilateral de forma ainda mais estratégica, produtiva e duradoura.

O Brasil dispõe de abundância energética, recursos naturais e uma base produtiva sólida. A China oferece tecnologia avançada, investimentos consistentes e visão estratégica. Ao unirmos forças, podemos fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, ampliar projetos de infraestrutura, fomentar a inovação científica e tecnológica e aprofundar a integração global com soberania.

Num mundo que avança para uma nova multipolaridade, essa parceria transcende a economia: é um pacto estratégico para um futuro mais cooperativo, estável e equilibrado.

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