Com o início do feriado nacional de oito dias que marca os 76 anos da fundação da República Popular da China, o país também dá os primeiros passos para traçar seu próximo ciclo de desenvolvimento. Sob a liderança do presidente Xi Jinping, o Partido Comunista da China prepara o 15º Plano Quinquenal (2026–2030), cuja proposta será discutida em um plenário previsto para este mês.
A nova etapa é considerada estratégica: restam apenas dez anos para que a China alcance sua meta de “modernização socialista básica” até 2035. Em discurso recente, Xi destacou que o país avançou “da beira do colapso à revitalização nacional” com base em planejamento de longo prazo. Agora, a prioridade é fortalecer a inovação tecnológica e transformar a indústria por meio de inteligência artificial e manufatura avançada.
A expectativa é que o plano mantenha o foco em crescimento de alta qualidade, sustentabilidade ambiental, fortalecimento do mercado interno e abertura ao comércio internacional. Na última década, a China se consolidou como a segunda maior economia global, com destaque para o crescimento do consumo, a liderança em patentes e o avanço na exportação de modelos de IA.
A iniciativa também tem implicações globais. Além de metas climáticas ambiciosas, o país vem defendendo um sistema internacional mais equitativo e aprofundando parcerias com países do Sul Global. Segundo analistas, o novo plano deve reforçar esse papel internacional, ao mesmo tempo em que estrutura novos motores internos de crescimento.

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