A Agência de Notícias Xinhua apresentou, na Cidade do México, um relatório de think tank que explora a trajetória da subjetividade cultural da China e seu papel no processo de modernização do país. O documento defende que a preservação e o desenvolvimento das características culturais próprias são fundamentais para que nações em desenvolvimento trilhem seus próprios caminhos rumo ao progresso.
Intitulado “Defendendo a Subjetividade Cultural em Meio à Interação Dinâmica das Culturas Mundiais”, o relatório destaca que a cultura chinesa — a única grande civilização contínua em forma estatal até hoje — resistiu a transformações históricas profundas e soube integrar sua tradição com a modernidade. A partir das “duas integrações” (marxismo com realidade chinesa e cultura tradicional), o Partido Comunista da China consolidou essa identidade, afirma o texto.
Entre os pontos abordados, estão a importância da cultura como força espiritual, a promoção de uma identidade nacional compartilhada e a criatividade como motor do desenvolvimento cultural. O relatório também aponta a expansão do “poder suave” da China, que vem impulsionando sua influência global por meio de plataformas de intercâmbio e diálogo cultural.
Para o diretor do Instituto de Filosofia da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Zhang Zhiqiang, é essencial que países do Sul Global transcendam os modelos ocidentais e fortaleçam sua subjetividade cultural. “A modernização deve considerar as condições nacionais e culturais de cada país, sem reduzi-la a uma fórmula única”, defendeu.
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