O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, defendeu neste sábado, em Joanesburgo, que o Grupo dos Vinte (G20) intensifique a cooperação global para enfrentar desafios como mudanças climáticas, crises energética e alimentar e desigualdades tecnológicas. Ele participou da segunda e terceira sessões da 20ª Cúpula do G20, a primeira realizada no continente africano.
Li destacou três frentes prioritárias: fortalecer a cooperação ambiental e implementar plenamente iniciativas como o Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e os resultados da COP30; acelerar a transição energética com o apoio a cadeias industriais e tecnológicas estáveis; e ampliar a cooperação em segurança alimentar, com circulação otimizada de suprimentos e mais parcerias em commodities essenciais. Ele afirmou que a China seguirá apoiando países em desenvolvimento nessas áreas.
O premiê também alertou para novas desigualdades trazidas pela revolução científica e tecnológica, defendendo que o G20 avance na governança eficaz da inteligência artificial, estimule pesquisa conjunta, reduza a “lacuna de inteligência” e fortaleça a participação internacional em estruturas multilaterais de IA. Li também pediu cooperação pacífica no uso de minerais críticos e uma distribuição mais equilibrada de benefícios nas cadeias produtivas, com foco no Sul Global.
Li enfatizou ainda o apoio à capacitação em países africanos e a criação de oportunidades para mulheres e jovens, alinhadas à Meta de Nelson Mandela Bay do G20. À margem da cúpula, ele manteve conversas com líderes como Emmanuel Macron, Pedro Sánchez, Lee Jae-myung, João Lourenço e a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.

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