Nove praticantes portugueses de medicina tradicional chinesa (MTC) concluíram recentemente a avaliação final de um treinamento em moxabustão de sensibilidade ao calor no Hospital Subordinado à Universidade de MTC de Jiangxi (JXUTCM). A experiência marcou um novo capítulo no intercâmbio crescente entre China e Portugal no campo da saúde tradicional.
Para João Assis, de 32 anos, a vivência confirmou a eficácia clínica das técnicas aprendidas. “As práticas que vi aqui são muito mais naturais e fluidas. Quando voltar, vou ampliar o uso da moxabustão”, afirmou. A jovem Joana Pisco, de 23 anos, destacou ter presenciado no hospital chinês procedimentos que antes conhecia apenas pelos livros, além de adquirir equipamentos raros no mercado português.
Os profissionais integram o Curso de Treinamento em Técnicas Especializadas de Diagnóstico e Tratamento de MTC para o Exterior de 2025, oferecido pelo Centro Sino-Português de MTC, criado em 2016 pela JXUTCM. Desde então, o centro já formou mais de 3 mil praticantes em países de língua portuguesa e mantém atividades contínuas, como atendimentos clínicos, cursos, fóruns e seminários.
A cooperação também avança no campo científico. Em 2022, a JXUTCM e a Universidade de Lisboa criaram o Laboratório Internacional China-Portugal de Medicamentos e Produtos de Saúde à Base de Plantas, hoje responsável por estudos sobre segurança, eficácia e inovação em medicina tradicional. O projeto foi aprovado em 2023 pelo Programa Nacional Chave de P&D da China. “Aprender MTC é profundo e extenso. Espero que essa cooperação continue a crescer”, disse a praticante portuguesa Tânia Abreu.

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