Jovens chineses e europeus se reuniram, nesta segunda-feira, em Beijing para discutir seu papel no fortalecimento das relações sino-europeias, que completam meio século desde o início dos laços diplomáticos. O Diálogo da Juventude China-Europa 2025, organizado pelo Instituto de Estudos Europeus da Academia Chinesa de Ciências Sociais (ACCS), reuniu 61 representantes da Geração Z de 30 países europeus, além de cerca de 60 estudantes e jovens acadêmicos chineses.
Na abertura, Zhao Rui, vice-presidente da ACCS, afirmou que os jovens, por sua abertura e capacidade de diálogo, são “os melhores enviados para quebrar barreiras cognitivas”. Para Grzegorz Kolodko, ex-vice-primeiro-ministro da Polônia, o futuro da relação entre China e Europa dependerá da nova geração, que demonstra maior confiança mútua e disposição para construir pontes.
O evento também contou com Jonathan Schwestka, diretor europeu do Centro Europa-Ásia, que destacou o papel dos jovens como criadores de um futuro mais cooperativo. Ele defendeu que ambas as regiões ampliem o entendimento mútuo, intensifiquem intercâmbios interpessoais, aprofundem parcerias acadêmicas e comerciais e promovam inovação conjunta.
Durante a conferência, os participantes debaterão temas como intercâmbio cultural, cooperação científica e tecnológica e desenvolvimento econômico. Desde 1975, quando a China estabeleceu relações diplomáticas com a então Comunidade Econômica Europeia, os laços bilaterais avançaram de forma consistente, culminando na parceria estratégica abrangente firmada em 2003. Para Zhao, diante dos desafios globais, cabe aos jovens a responsabilidade histórica de impulsionar um desenvolvimento estável e saudável dessas relações.

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