Isenção de vistos impulsiona turismo e intercâmbios entre China e Rússia

Facilidade de entrada amplia fluxo de viajantes, fortalece negócios e estimula cooperação cultural e educacional

A política mútua de isenção de vistos entre China e Rússia tem ampliado significativamente o fluxo de turistas e intensificado os intercâmbios entre os dois países. Em Moscou, o guia Dmitry Dobrolyubov relata aumento expressivo de visitantes chineses neste inverno, com grupos circulando pela Praça Vermelha e arredores do Kremlin em número considerado inédito. Segundo operadores locais, o total de turistas chineses mais que dobrou após a implementação da medida.

Na China, destinos como Sanya, na província de Hainan, passaram a oferecer serviços ampliados em russo, com assistência linguística no aeroporto e sinalização bilíngue em dezenas de pontos da cidade. Em Chengdu, conhecida pelos pandas-gigantes, a infraestrutura foi adaptada para facilitar pagamentos internacionais, com suporte a 21 carteiras digitais estrangeiras e milhares de caixas eletrônicos habilitados para cartões internacionais. Já em Leshan, onde fica o Buda Gigante reconhecido pela UNESCO, o número de visitantes estrangeiros ultrapassou 356 mil em 2025.

Além do turismo tradicional, a política também impulsionou o interesse por experiências como a Medicina Tradicional Chinesa e estimulou viagens de negócios. Empresas e associações comerciais destacam que a dispensa de visto reduz tempo e custos de planejamento, favorecendo encontros presenciais e ampliando oportunidades econômicas. No quarto trimestre de 2025, a chegada de turistas chineses à Rússia cresceu 23%, com expectativa de avanço adicional de 30% no verão de 2026, segundo dados do setor turístico russo.

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