Escavação da Grande Muralha produz descobertas arqueológicas importantes em Beijing

Peça de artilharia da Dinastia Ming e artefatos de turquesa revelam avanços na pesquisa militar e no intercâmbio cultural antigo

Arqueólogos em Beijing anunciaram duas descobertas significativas durante a escavação da seção de Jiankou da Grande Muralha: um grande canhão da Dinastia Ming e um conjunto raro de artefatos de turquesa datados dos períodos Xia e Shang. Os achados fazem parte das pesquisas arqueológicas de 2025 conduzidas pelo Instituto de Arqueologia de Beijing.

Na Grande Muralha, os especialistas concentraram os trabalhos em três torres de farol e suas estruturas conectadas, revelando armas, peças arquitetônicas e objetos cotidianos. O principal destaque é um canhão fundido do final da Dinastia Ming, com 89,2 centímetros de comprimento e 112,1 quilos, a maior peça de artilharia já encontrada nessa seção. Segundo o pesquisador Shang Heng, as inscrições preservadas no artefato oferecem novas evidências sobre tecnologia militar e fabricação de armas de fogo no período.

Outra descoberta relevante ocorreu no sítio Xingong, um raro assentamento dos períodos Xia (2070–1600 a.C.) e Shang (1600–1046 a.C.) na área urbana de Beijing. Ali, os arqueólogos identificaram 28 artefatos de turquesa em meio a vestígios de cemitérios, fossos e residências. Segundo o pesquisador Yang Ju, as análises indicam que a turquesa veio de minas na junção de Hubei, Henan e Shaanxi, reforçando evidências de intercâmbio cultural precoce no norte da China.

As descobertas ampliam o entendimento sobre defesa militar na era Ming e sobre redes de circulação de materiais preciosos na China antiga, oferecendo novos caminhos para futuras pesquisas arqueológicas.

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