A fabricante chinesa de drones DJI manifestou nesta terça-feira sua decepção com a decisão da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) de incluir drones fabricados no exterior na chamada “Lista Coberta”.
Atualizada na segunda-feira, a lista reúne equipamentos e serviços de comunicação considerados pela FCC como um risco inaceitável à segurança nacional dos Estados Unidos ou à segurança dos cidadãos norte-americanos. Com a inclusão, novos modelos de drones estrangeiros e componentes críticos ficam impedidos de receber autorização da agência, o que, na prática, proíbe sua importação e venda no país.
Em comunicado, a DJI afirmou que, embora não tenha sido citada nominalmente, nenhuma informação foi divulgada sobre quais dados ou critérios foram utilizados pelo Poder Executivo dos EUA para fundamentar a decisão. A empresa ressaltou que seus produtos estão entre os mais seguros do mercado, citando anos de avaliações conduzidas por agências governamentais norte-americanas e por entidades independentes.
Segundo a DJI, as preocupações relacionadas à segurança de dados não se baseiam em evidências concretas e refletem, na prática, uma postura protecionista, incompatível com os princípios de um mercado aberto.
A medida decorre de uma lei de defesa aprovada pelo Congresso dos EUA há cerca de um ano, que apontou supostos riscos à segurança nacional associados a drones chineses. Pela legislação, a DJI e outra fabricante chinesa, a Autel, poderiam enfrentar a proibição de venda de novos modelos caso avaliações de segurança os classificassem como ameaças.
A FCC esclareceu que a decisão não afeta drones adquiridos anteriormente. Consumidores podem continuar utilizando normalmente qualquer equipamento comprado ou obtido de forma legal antes da entrada em vigor da restrição.

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