O consumo de eletricidade da China deverá atingir um recorde histórico em 2025, com o uso total projetado para ultrapassar 10 trilhões de quilowatt-hora em todo o país, segundo estimativa divulgada nesta segunda-feira durante a Conferência Nacional de Trabalho Energético. O volume reforça a posição da China como maior consumidora de eletricidade do mundo.
De acordo com os dados apresentados, o consumo total de energia da China já supera o uso combinado da União Europeia, Rússia, Índia e Japão em 2024. O crescimento tem sido impulsionado principalmente pelas indústrias de alta tecnologia e pela manufatura avançada. Entre janeiro e novembro deste ano, o consumo de eletricidade na fabricação de veículos de nova energia cresceu mais de 20%, enquanto o setor de equipamentos eólicos registrou alta superior a 30%. O consumo no setor de internet e serviços relacionados também avançou mais de 30%.
Ao mesmo tempo, a demanda energética chinesa tornou-se progressivamente mais verde. Segundo Wang Hongzhi, chefe da Administração Nacional de Energia, a China está prestes a alcançar sua meta de que a energia não fóssil represente 20% do consumo total em 2025. Ele destacou que a transição energética de baixo carbono acelerou, sustentada por investimentos verdes, expansão das energias renováveis e pelo avanço de grandes projetos hidrelétricos e nucleares.
As projeções oficiais indicam que a capacidade recém-instalada de energia eólica e solar deverá alcançar cerca de 370 milhões de quilowatts em 2025, com taxa de utilização acima de 94%, respondendo por aproximadamente 22% do consumo total de eletricidade do país. Para 2026, a China planeja adicionar mais de 200 milhões de quilowatts de nova capacidade eólica e solar, além de avançar na energia hidrelétrica, nuclear e no uso mais limpo e eficiente dos combustíveis fósseis.

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