A China registrou em 2025 um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão, impulsionado principalmente pelo forte crescimento das exportações para mercados fora dos Estados Unidos. O resultado reflete a estratégia de empresas chinesas de ampliar sua presença global diante da pressão contínua do governo do presidente americano Donald Trump.
Em coletiva de imprensa realizada em Pequim, Wang Jun, vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas, afirmou que o desempenho do comércio exterior chinês em 2025 foi “notável e duramente conquistado”, considerando os desafios enfrentados pela economia mundial.
Segundo Wang, três fatores principais sustentaram o crescimento estável do comércio exterior: políticas nacionais voltadas à estabilização do comércio, a liberação contínua da demanda de importações pelo amplo mercado doméstico e um sistema industrial sofisticado, capaz de se adaptar às mudanças nas necessidades internacionais.
As exportações chinesas cresceram 6,1% em relação a 2024, alcançando 26,99 trilhões de yuans, enquanto as importações somaram 18,48 trilhões de yuans, alta anual de 0,5%. Com isso, a China manteve-se pelo 17º ano consecutivo como o segundo maior mercado importador do mundo. Durante o 14º Plano Quinquenal (2021–2025), o comércio exterior acumulado do país superou 200 trilhões de yuans, um avanço de 40% em comparação com o período anterior, com crescimento médio anual de 7,1%.

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