China define prioridades econômicas para 2026 em conferência anual de trabalho

Liderança estabelece diretrizes para estabilidade, inovação e fortalecimento das capacidades internas

A Conferência Central de Trabalho Econômico, realizada em Beijing na quarta e quinta-feira, definiu as prioridades que orientarão a política econômica chinesa em 2026. No encontro, o presidente Xi Jinping revisou o desempenho de 2025, avaliou o cenário atual e apresentou as diretrizes centrais para o próximo ano. A reunião destacou que 2025 foi um ano “verdadeiramente extraordinário”, com o país prestes a concluir com sucesso o 14º Plano Quinquenal (2021–2025), apesar de choques internos e pressões externas.

Os líderes enfatizaram que a China deve explorar plenamente seu potencial econômico, combinar investimentos físicos e em capital humano, fortalecer a vitalidade do mercado e avançar em reformas e inovação. Embora reconheça desafios antigos e novos, como mudanças no ambiente externo e riscos em áreas sensíveis, a conferência afirmou que as condições fundamentais que sustentam o crescimento de longo prazo permanecem sólidas.

Para 2026, a orientação é promover o desenvolvimento de alta qualidade, acelerar o novo paradigma de desenvolvimento e coordenar as políticas domésticas com a atuação econômica e comercial internacional. A China deverá ampliar a demanda interna, otimizar a oferta e desenvolver novas forças produtivas de qualidade, além de criar um mercado nacional mais unificado e fortalecer a prevenção e resolução de riscos.

As diretrizes macroeconômicas incluem manter uma política fiscal mais proativa, com déficits e gastos ajustados às necessidades do desenvolvimento, além de atenção especial às dificuldades fiscais locais. A política monetária seguirá moderadamente flexível, usando instrumentos como taxas de juros e depósitos compulsórios para garantir ampla liquidez. Instituições financeiras serão orientadas a apoiar inovação, pequenas e médias empresas e a expansão da demanda interna. A taxa de câmbio do RMB deve permanecer estável em nível “adaptativo e equilibrado”, enquanto o governo buscará reforçar mecanismos de gestão de expectativas para consolidar a confiança social.

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