China defende soberania da Venezuela e rejeita uso da força em assuntos internacionais

Ministério das Relações Exteriores afirma que grandes países não devem agir como “polícia do mundo” e cobra respeito à Carta da ONU

A China afirmou, nesta terça-feira, que todos os países devem respeitar os caminhos de desenvolvimento escolhidos por outros povos e cumprir o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, as grandes potências, em especial, devem dar o exemplo, e nenhum país deve agir como “polícia” ou “juiz” do mundo.

A porta-voz Mao Ning fez as declarações durante coletiva regular ao comentar a situação na Venezuela. Ela lembrou que, na segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência sobre ataques militares dos Estados Unidos ao país sul-americano. Na ocasião, o representante da China destacou que meios militares não são solução para problemas internacionais e que o uso indiscriminado da força apenas aprofunda crises.

“A China apoia firmemente o governo e o povo da Venezuela na defesa de sua soberania, segurança e direitos e interesses legítimos, e apoia os países da região na preservação da América Latina e do Caribe como uma zona de paz”, afirmou Mao.

A porta-voz reiterou que a China defende uma visão de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável, respeita a soberania e a integridade territorial de todos os países e leva em consideração as preocupações legítimas de segurança das nações. Segundo ela, divergências e disputas devem ser resolvidas por meios pacíficos, por meio do diálogo e da consulta.

Mao acrescentou que a China está disposta a trabalhar com outros países para salvaguardar a autoridade do direito internacional, rejeitar a “lei da selva”, opor-se à interferência em assuntos internos de outros Estados e defender conjuntamente a paz e a estabilidade globais.

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