China condena medidas dos EUA contra Cuba

Pequim afirmou que ações unilaterais e decisões judiciais podem violar direitos ao desenvolvimento

O governo chinês manifestou, nesta sexta-feira (24), firme oposição a iniciativas que possam privar o povo cubano de seus direitos à subsistência e ao desenvolvimento. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em resposta a uma ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça impor tarifas adicionais a países que fornecem petróleo a Cuba.

Segundo Guo, esse tipo de medida representa práticas desumanas e pode agravar a situação econômica e social da ilha. “A China apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania nacional e de sua segurança, bem como na rejeição de interferências externas”, afirmou o porta-voz, acrescentando que sanções unilaterais violam princípios básicos do direito internacional e comprometem o direito ao desenvolvimento.

No mesmo dia, o governo chinês também reagiu à decisão da Suprema Corte do Panamá, que anulou o contrato concedido a uma subsidiária da CK Hutchison Holdings Limited para a operação de terminais portuários no país. Guo Jiakun declarou que a China tomará “todas as medidas necessárias” para proteger os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas envolvidas.

De acordo com o porta-voz, a própria empresa afirmou que a decisão judicial contradiz as leis sob as quais o Panamá aprovou a concessão e que reserva todos os seus direitos, inclusive a adoção de medidas legais. Guo reiterou que Pequim seguirá defendendo, de forma resoluta, os interesses justos e legítimos das companhias chinesas no exterior, diante do que classificou como ações que geram insegurança jurídica e interferência externa.

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