Beijing pretende expandir sua indústria central de inteligência artificial (IA) para além de 1 trilhão de yuans (US$ 142,5 bilhões) nos próximos dois anos, segundo um novo plano de ação divulgado na segunda-feira. A iniciativa busca reforçar a posição da capital chinesa como um centro global de inovação em IA.
De acordo com o plano, as autoridades municipais lançarão nove iniciativas estratégicas voltadas a diferentes segmentos da cadeia de valor da IA, com forte foco em inovação tecnológica. As medidas incluem esforços coordenados de pesquisa, ampliação do fornecimento de dados de alta qualidade e expansão das aplicações de IA em múltiplos setores da economia.
O plano também prevê ações para atrair talentos de alto nível, mobilizar capital de longo prazo e fortalecer ecossistemas de código aberto. Segundo Yang Xiuling, diretora da Comissão Municipal de Desenvolvimento e Reforma de Beijing, as metas incluem a criação de um cluster de computação de IA produzido internamente com capacidade superior a 100 mil chips, a listagem de mais de 10 novas empresas do setor e a formação de mais de 20 empresas unicórnio.
Essas iniciativas, afirmou Yang, foram desenhadas para acelerar a transformação de Beijing em um polo de inovação em IA com competitividade global. Durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021–2025), a China colocou a inovação no centro de sua estratégia de modernização, impulsionando a adoção da IA em áreas como manufatura, saúde, transporte e finanças.
O avanço do setor tem sido consistente em escala nacional. Dados da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações indicam que, em setembro de 2025, o número de empresas de IA no país ultrapassou 5,3 mil, o equivalente a cerca de 15% do total global.

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