Avanço e influência da China em energia limpa são destaques no NYT

Relatório publicado pelo jornal americano mostra como Beijing se tornou o motor da transição energética no mundo

Um novo relatório do grupo de pesquisa Ember que aponta como a expansão da China na produção de tecnologias limpas —como baterias, turbinas eólicas e painéis solares— está criando as condições para a redução global no uso de combustíveis fósseis foi destaque do jornal The New York Times, o maior dos Estados Unidos.

Desde 2010, o país impulsionou uma queda de 60% a 90% nos custos dessas tecnologias, tornando-as mais competitivas do que o petróleo, o carvão e o gás em quase todos os mercados.

Segundo o estudo, mais de 90% dos projetos de energia solar e eólica instalados em 2024 já produzem eletricidade mais barata do que qualquer alternativa fóssil. Essa transformação não se limita à China: países como México, Bangladesh e Malásia avançaram mais rápido que os Estados Unidos na adoção de renováveis no dia a dia, enquanto na África as importações de painéis solares chineses cresceram 60% no último ano.

A mudança ameaça diretamente a liderança energética americana, já que os EUA continuam a apostar fortemente no petróleo e gás, ao mesmo tempo em que reduzem incentivos às energias limpas. Enquanto isso, empresas chinesas já dominam 80% do mercado global de painéis solares e 60% do de turbinas eólicas, consolidando o papel de Beijing como motor da transição energética mundial.

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