As importações brasileiras de veículos da China cresceram 106% nos primeiros nove meses de 2026, puxadas pela expansão dos carros eletrificados. Entre janeiro e setembro, o Brasil recebeu 254,9 mil veículos chineses, ante 123,5 mil no mesmo período de 2025, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os modelos vindos da China responderam por 55% de todos os veículos importados no período e por 11,3% do mercado brasileiro.
O ritmo é mais de três vezes o das importações totais, que somaram 463,9 mil unidades, alta de 30%, segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet. A oferta crescente de marcas chinesas, tanto importadas quanto produzidas em fábricas no Brasil, como as da BYD em Camaçari (BA) e da GWM em Iracemápolis (SP), ajudou a impulsionar os eletrificados, categoria que reúne carros elétricos e híbridos.
O segmento respondeu por 69% do crescimento das vendas de automóveis leves entre janeiro e setembro e chegou a 20,1% dos emplacamentos de veículos novos. Os modelos 100% elétricos tiveram o maior avanço. As vendas triplicaram nos nove meses, para 166,5 mil unidades, alta de 211% sobre as 53,5 mil de 2025.
Só em setembro, os eletrificados somaram 62,1 mil unidades, alta de 129% sobre o mesmo mês do ano passado, o equivalente a cerca de 27% dos veículos leves vendidos no mês. Foram 22,3 mil carros 100% elétricos (alta de 172%), 22,3 mil híbridos convencionais (93%) e 17,5 mil híbridos plug-in, que podem ser recarregados na tomada (136%).







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