As petroleiras chinesas CNOOC e Sinopec arremataram na quarta-feira (7) o bloco Jade, na Bacia de Santos, no 4º ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O consórcio tem a CNOOC como operadora, com 70%, e a Sinopec como sócia, com 30%. As duas ofereceram entregar à União 18,2% do excedente em óleo, ou seja, da parcela do petróleo que sobra depois de descontados os custos de produção. No regime de partilha, vence quem oferece a maior fatia.
Não é a primeira parceria das duas no pré-sal. No ciclo anterior, em outubro de 2025, CNOOC e Sinopec já haviam arrematado juntas o bloco Ametista. A CNOOC também é sócia de campos em produção, como Mero e Búzios.
O leilão, descrito pela ANP como o maior ciclo da modalidade, vendeu sete dos 13 blocos oferecidos. As áreas renderam R$ 530,5 milhões (US$ 102,8 milhões) em bônus de assinatura e preveem investimento mínimo de R$ 778,4 milhões (US$ 150,9 milhões) na primeira fase de exploração.
Com o resultado, a área exploratória sob o regime de partilha deve crescer 58%, para 39,2 mil quilômetros quadrados. O pré-sal concentra hoje a maior parte da produção brasileira. Em setembro, os campos abaixo da camada de sal responderam por 82,6% de todo o petróleo e gás produzidos no país.
Os seis blocos sem ofertas ficaram fora desta rodada e podem voltar em leilões futuros. Arrematar um bloco não significa ter reservas confirmadas. A etapa abre a fase exploratória, em que as empresas fazem estudos e perfurações para medir o potencial de cada área. Os contratos serão assinados após as etapas de qualificação e homologação previstas pela ANP.







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