Kunqu, a ópera milenar da China, encanta diplomatas na sede da ONU

Apresentação surpresa de artistas de Zhejiang em Nova York ressalta a universalidade da arte tradicional chinesa

Uma apresentação surpresa da ópera Kunqu, a forma de teatro mais antiga ainda existente na China, trouxe um toque inesperado da cultura tradicional chinesa para a sede das Nações Unidas nesta semana. Com artistas do Centro de Arte Jingkun de Zhejiang, a performance atraiu funcionários e visitantes curiosos no complexo da ONU, que pararam para assistir à centenária arte em uma área pública. Muitos registraram o momento em seus celulares, enquanto outros se detinham para conhecer mais sobre as histórias por trás dos cenários.

Para Adina Ghita, juíza do Tribunal de Contendas das Nações Unidas que recentemente começou a estudar chinês, a performance deixou uma forte impressão, mesmo com sua compreensão limitada do diálogo. “É a segunda vez que vejo. É maravilhoso. É especial. Eles dançam com tanta graciosidade”, afirmou. “Entendi que é sobre uma princesa e uma dama que borda, e adoro a forma como dançam. Acho que é muito expressivo.”

O evento, coorganizado pelo Clube do Livro Chinês do UNSRC e pelo Departamento de Cultura, Rádio, Televisão e Turismo da Província de Zhejiang, apresentou trechos de três clássicos: Era de Esplendor (Shengshi Hongzhuang), O Conto da Espada Preciosa (Baojian Ji) e Quinze Cordas de Dinheiro (Shiwu Guan).

Reconhecida pela UNESCO em 2001 como uma das primeiras Obras-Primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, a ópera Kunqu é celebrada por seu estilo vocal refinado, coreografia elegante, linguagem poética e cenário minimalista, onde gestos simbólicos transmitem emoções ricas e narrativas dramáticas.

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