China ativa superacelerador para estudar a origem dos elementos e criar novos materiais

Equipamento permitirá simular o interior de estrelas e acelerar o desenvolvimento de medicamentos e tecnologias nucleares

A China deu mais um passo em sua corrida científica ao ativar, nesta terça-feira, o acelerador de íons pesados de alta intensidade (HIAF), uma das principais infraestruturas nacionais de ciência e tecnologia, localizada em Huizhou, na província de Guangdong.

O equipamento funciona como um microscópio superpoderoso que acelera átomos quase à velocidade da luz para quebrar o núcleo e revelar os segredos da matéria, permitindo estudar como os elementos químicos se formaram no espaço e testar novos materiais para reatores nucleares.

Liderado pelo Instituto de Física Moderna da Academia Chinesa de Ciências, o projeto demandou uma obra de escala monumental. Iniciada em dezembro de 2018, a construção envolveu mais de 6.000 unidades de equipamentos de grande porte, compostas por cerca de 5 milhões de peças, com uma rede de dutos e cabos cujo comprimento total supera 1 milhão de metros.

Quando estiver em pleno funcionamento, o HIAF fornecerá feixes de íons pesados com a maior intensidade de pulso do mundo. A instalação servirá como uma plataforma global de ponta para desvendar os limites do núcleo atômico, entender os processos astrofísicos que regem o universo e impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias de energia nuclear.

A precisão do espectrômetro de massa nuclear multifuncional embutido também permitirá avanços em medicina, como o desenvolvimento de radiofármacos mais eficazes para diagnóstico e tratamento de doenças.

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