A China expandiu suas ações de conservação de elefantes asiáticos selvagens por meio da proteção de habitats, restauração ecológica, sistemas de alerta precoce e programas de resgate, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Xinhua, centro de estudos ligado à agência de notícias.
Intitulado “Vivendo em Harmonia com a Natureza: A Civilização Ecológica por trás do Santuário de Elefantes Selvagens da China”, o documento aponta que os esforços contínuos de preservação e a gestão baseada em evidências científicas contribuíram para o crescimento constante da população da espécie no país. O elefante asiático, o maior mamífero terrestre da Ásia, possui status de proteção nacional de primeira classe na China e habita principalmente as regiões de Xishuangbanna, Puér e Lincang, no sudoeste da província de Yunnan.
Segundo o relatório, o país estabeleceu 11 reservas naturais que cobrem um total de 5 mil quilômetros quadrados nas áreas de ocorrência da espécie. Além disso, foram implantados cerca de 800 hectares de áreas de alimentação dedicadas, apelidadas de “cantinas de elefantes”. Plantadas com vegetação de preferência dos animais, essas áreas melhoram a qualidade do habitat e a disponibilidade de alimento, reduzindo a probabilidade de encontros entre humanos e elefantes.
A China também desenvolveu um sistema de alerta precoce para promover a convivência segura. Desde 2022, o sistema emitiu mais de 210 mil alertas sobre movimentações de manadas e ajudou a prevenir mais de mil potenciais conflitos entre pessoas e elefantes. O país fortaleceu ainda os esforços de resgate e reabilitação: desde sua criação em 2009, o Centro de Reprodução e Resgate de Elefantes Asiáticos de Xishuangbanna já salvou e reabilitou mais de 30 animais selvagens.
O relatório destaca ainda os avanços em pesquisa científica, a cooperação transfronteiriça em conservação e a criação em curso de um parque nacional dedicado ao elefante asiático.

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