A China realizou, no domingo, o primeiro voo de teste de um avião especialmente equipado para monitorar a poluição em diferentes altitudes. O objetivo é superar uma limitação das estações fixas, que só conseguem medir a qualidade do ar no nível do solo, ignorando como os contaminantes se comportam no alto.
Como funciona a “radiografia” do ar
Construído sobre a plataforma Y12F, o avião carrega sensores que analisam simultaneamente partículas finas (como o PM2.5), gases tóxicos e o dióxido de carbono. Ele também consegue examinar a composição química da água dentro das nuvens. Esses dados são fundamentais para entender o ciclo da poluição e melhorar a precisão dos modelos climáticos.
Segurança internacional
Para operar fora da China, a aeronave precisou passar pelos testes de segurança mais rigorosos do mundo. Ela é o único modelo civil chinês a receber o selo de aprovação das autoridades de aviação dos Estados Unidos, da União Europeia e da própria China, o que comprova a confiabilidade da tecnologia.
O que vem agora
A aeronave passará por mais de 30 horas em voos de teste em diversas altitudes nos próximos meses. As informações coletadas ajudarão o governo a refinar políticas ambientais e a preparar a população para eventos extremos, como ondas de calor ou de frio intenso.

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