A empresa chinesa CAS Space deu um passo fundamental para competir no mercado global de viagens espaciais comerciais. A companhia concluiu com sucesso o teste de um motor capaz de fazer foguetes voltarem a ser usados, uma tecnologia que promete reduzir drasticamente o custo de colocar satélites em órbita.
O motor Kinecore-2, que usa oxigênio líquido e querosene, foi mantido em ignição contínua por 620 segundos (mais de 10 minutos) em um ensaio recente. Segundo a empresa, esse tempo é 3,5 vezes superior ao necessário para uma missão real, o que prova que o equipamento tem a durabilidade necessária para ser reutilizado em diversos voos, assim como fazem as empresas de Elon Musk.
Este motor foi feito sob medida para a versão reutilizável do foguete Kinetica-2 (ou Lijian-2). Diferente dos modelos antigos, este lançador usa um design modular, onde as peças principais são iguais, facilitando o conserto e a manutenção rápida entre um voo e outro. O Kinetica-2 já realizou seu voo de estreia em março deste ano, carregando uma nave de carga experimental e dois satélites.
Com essa tecnologia pronta, a China quer transformar o espaço em uma rota de transporte rotineira. O objetivo é conseguir lançar até 12 toneladas de carga para a órbita baixa da Terra com frequência, tornando o país um dos principais players do setor de space commerce.

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