China recebe líderes em Davos de Verão focado em IA e transição verde

Em Dalian, Premier Li Qiang debate robótica e hidrogênio com 1.700 delegados de 90 países.

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, participa desta terça a quinta-feira (23 a 25 de junho) da 17ª Reunião Anual dos Novos Campeões, popularmente conhecida como “Davos de Verão” do Fórum Econômico Mundial, na cidade portuária de Dalian.

O premier fará o discurso de abertura e manterá encontros bilaterais com os primeiros-ministros de Bangladesh, Guiné, Cazaquistão, República da Coreia, Mongólia e Montenegro, numa movimentação diplomática que reforça a postura da China de manter as portas abertas à cooperação internacional. Ao todo, o fórum espera mais de 1.700 participantes de 90 países e regiões.

Por que Dalian está no centro das atenções?

Fora do centro de convenções, a cidade funciona como uma vitrine viva do tema deste ano: “Inovar em Escala”. O transporte dos delegados é feito por frotas de carros elétricos e ônibus autônomos, e o complexo de conferências opera 100% com eletricidade verde, graças a bombas de calor que usam a temperatura da água do mar, cortando o consumo de energia em 30%.

A aposta de Dalian​ no hidrogênio limpo (que já conta com mais de 50 empresas e institutos na cadeia) é apresentada como um case prático de transição energética para os visitantes.

O que vai dominar as mesas de debate?

A inteligência artificial e a robótica são as estrelas da pauta oficial. Com mais de 6 mil empresas de IA e um setor core avaliado em 1,2 trilhão de yuans, a China usará os painéis para mostrar tendências quentes, como agentes de IA pessoais e a adoção de robôs humanoides em fábricas. A discussão, porém, admite os gargalos: acessibilidade desigual à tecnologia, segurança de dados e proteção à privacidade.

A aposta subjacente é econômica: mostrar que os braços abertos da China rendem frutos. Dados do Ministério do Comércio citados no evento apontam que mais de 8 mil empresas estrangeiras aumentaram seus investimentos no país no último ciclo, e autoridades da Comissão de Desenvolvimento reforçam que o recém-lançado 15º Plano Quinquenal (2026–2030) injetará “maior previsibilidade e novo impulso” na economia global.

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