Jovens de mais de 120 países discutem impacto da inteligência artificial em fórum na China

Evento em Wuhan reuniu especialistas, empreendedores e estudantes para debater aplicações da IA

Mais de 500 participantes de agências da ONU, organizações juvenis internacionais e mais de 120 países e regiões participaram do Fórum Mundial de Desenvolvimento da Juventude 2026, realizado nesta semana em Wuhan, capital da Província de Hubei, no centro da China. A inteligência artificial (IA) esteve entre os principais temas do encontro, com debates sobre seu impacto em áreas como pesquisa, empreendedorismo, educação e desenvolvimento social.

Durante a Semana de Aceleração de Programas Globais de Desenvolvimento Juvenil, os organizadores selecionaram mais de 170 projetos de mais de 70 países e regiões. As iniciativas foram distribuídas em oito categorias, incluindo uma dedicada a aplicações de inteligência artificial. Entre os projetos apresentados esteve o da plataforma Palver Intelligence, desenvolvida pela equipe do economista brasileiro Felipe Bailez para monitorar e analisar fluxos de informação em redes sociais e meios de comunicação tradicionais, auxiliando na identificação de desinformação e notícias falsas.

Além das inovações tecnológicas, participantes destacaram o potencial da IA para reduzir desigualdades e ampliar o acesso ao conhecimento. Um exemplo apresentado foi a criação de um espaço de aprendizagem sobre inteligência artificial em uma livraria comunitária de Guangzhou, no sul da China. O projeto já beneficiou mais de 3,5 mil moradores com orientações gratuitas sobre escrita, treinamento de inglês e educação científica.

Na abertura do fórum, A Dong, primeiro-secretário do Secretariado da Liga da Juventude Comunista da China, afirmou que os jovens estão em posição privilegiada para contribuir com o desenvolvimento da inteligência artificial. Segundo ele, a cooperação internacional entre as novas gerações pode ajudar a impulsionar projetos de impacto social, reduzir disparidades de desenvolvimento e promover uma globalização econômica mais inclusiva.

Sem Comentários ainda!

Seu endereço de e-mail não será publicado.