Veterinário ajuda a proteger um dos primatas mais raros do mundo na China

Projetos de conservação e tecnologia impulsionam recuperação do macaco dourado de Guizhou

Nas montanhas cobertas por neblina de Monte Fanjingshan, no sudoeste da China, o veterinário Yang Wei dedica os últimos seis anos à proteção de um dos primatas mais raros do planeta: o macaco-de-nariz-arrebitado de Guizhou.

Conhecido também como “macaco dourado de Guizhou” por causa de sua pelagem brilhante, o animal é classificado como espécie criticamente ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Toda a população selvagem da espécie vive exclusivamente na região de Fanjingshan, área reconhecida como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO.

Segundo Yang Wei, atualmente restam cerca de 850 indivíduos vivendo na natureza. Após concluir mestrado em medicina veterinária na Guizhou University, ele retornou à sua cidade natal em 2020 para trabalhar no centro de pesquisa dos macacos dentro da reserva natural de Fanjingshan.

No centro de conservação, Yang ajudou a redesenhar recintos para reproduzir o habitat natural dos animais resgatados, aumentando significativamente a taxa de sobrevivência. Segundo ele, todos os macacos recebidos pelo centro sobreviveram desde o início do projeto. A equipe também desenvolveu programas especiais de alimentação e cuidados para fêmeas grávidas, reduzindo o intervalo reprodutivo da espécie de três para dois anos em cativeiro.

Tecnologia ajuda no monitoramento dos primatas

Li Jiuhua, um guarda florestal de 62 anos, trabalha em um posto da Reserva Natural Nacional de Fanjingshan, na província de Guizhou, sudoeste da China, em 14 de maio de 2026. (Xinhua/Wu Si)

A proteção dos animais na natureza também passou a contar com apoio tecnológico. A administração da reserva instalou sistemas de videomonitoramento, câmeras infravermelhas, drones e corredores ecológicos para acompanhar os movimentos dos macacos e evitar ações de caçadores ilegais.

Ao redor da montanha, 14 corredores ecológicos foram construídos para separar o tráfego humano das rotas naturais dos animais. Segundo pesquisadores, os macacos já começaram a utilizar regularmente essas passagens adaptadas com árvores e plantas usadas na alimentação da espécie.

O governo local investiu mais de 46 milhões de yuans em um novo centro de conservação inaugurado em fase experimental em abril de 2026. A estrutura conta com hospital veterinário, laboratórios, áreas de pesquisa e 15 recintos para manejo dos animais.

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