Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências desenvolveram uma nova ferramenta capaz de medir a velocidade de envelhecimento do sistema imunológico humano e identificaram um fator-chave que pode ajudar a desacelerar esse processo. O estudo foi publicado na revista científica Immunity.
A equipe analisou amostras de sangue de 230 pessoas saudáveis ao longo de uma faixa etária de 60 anos, mapeando cerca de 1,2 milhão de células do sistema imunológico. A partir desses dados, foi criado o “relógio de envelhecimento imunológico humano”, que consegue estimar a idade do sistema imune com margem média de erro de 5,7 anos.
Os resultados indicam que as células T são os principais indicadores do envelhecimento imunológico. Com o avanço da idade, há redução das células jovens responsáveis por combater novas infecções e aumento de células desgastadas, o que compromete a resposta do organismo.
O estudo também identificou um ponto crítico por volta dos 40 anos, quando o declínio do sistema imunológico tende a se acelerar. Além disso, os pesquisadores destacaram o papel do fator RUNX1, cuja diminuição está associada ao envelhecimento das células T.
Experimentos mostraram que a reposição desse fator pode “rejuvenescer” essas células, restaurando sua capacidade de defesa. Segundo os cientistas, a descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias voltadas à manutenção da saúde imunológica ao longo do envelhecimento.

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