O brasileiro Miguel de Oliveira Manacero, conhecido na China como Ma Feilong, tem se destacado ao levar a tradicional dança do dragão para além das fronteiras chinesas. Estudante de pós-graduação na Univeridade de Hubei, ele participará de uma turnê cultural por cinco cidades no Brasil, como parte das atividades do Ano Cultural China-Brasil 2026.
Natural do estado de São Paulo, Manacero iniciou sua relação com a cultura chinesa ainda na infância, por meio das artes marciais. Aos 16 anos, já havia conquistado um título mundial na modalidade. Foi durante um intercâmbio acadêmico, em 2019, que ele teve seu primeiro contato com a dança do dragão, tradição que acabou definindo sua trajetória na China.
Na cultura chinesa, o dragão, ou “loong”, simboliza prosperidade, sorte e harmonia, em contraste com a visão ocidental de uma criatura ameaçadora. A dança, realizada em festivais e celebrações, exige coordenação coletiva e representa desejos de boa fortuna. Hoje, Manacero lidera a equipe universitária da modalidade e atua também como treinador.
Vivendo em Wuhan, capital da província de Hubei, ele se integrou à cultura local, aprendeu mandarim e passou a difundir tradições chinesas no Brasil. Em 2023, já havia participado de apresentações em cidades como São Paulo e Brasília, onde a recepção do público foi entusiasmada.
A trajetória do estudante reflete um momento mais amplo de aproximação entre China e América Latina. Em 2025, o comércio entre a China e a região alcançou cerca de 3,9 trilhões de yuans, evidenciando o fortalecimento das relações bilaterais.
Para Manacero, no entanto, o impacto mais relevante está no intercâmbio cultural. “As artes marciais me ajudaram a entender a China, mas a dança do dragão me fez me apaixonar por ela”, afirma. Seu objetivo agora é seguir conectando culturas, mantendo o dragão em movimento entre os dois países.

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