Parques temáticos “à moda antiga” viram febre entre jovens na China

Experiências imersivas impulsionam turismo cultural e conectam visitantes à história milenar

Viajar no tempo tem se tornado uma experiência cada vez mais popular na China. Parques temáticos inspirados em períodos históricos vêm atraindo milhões de visitantes, especialmente jovens, ao oferecer vivências imersivas que combinam cultura, entretenimento e tecnologia.

Um dos principais exemplos é o Millennium City Park, em Kaifeng, que recria a vida urbana da dinastia Song (960–1127) com base na famosa pintura Riverside Scene at Qingming Festival. No local, visitantes vestem trajes tradicionais, assumem personagens e participam de atividades cotidianas da época, utilizando até moedas antigas para interagir com o ambiente.

O parque realiza mais de 200 apresentações diárias e oferece dezenas de experiências interativas. Em 2025, recebeu mais de 11 milhões de visitantes e gerou cerca de 1,2 mil milhões de yuans em receita, refletindo o crescimento do turismo cultural no país. Nas redes sociais, conteúdos sobre o local já somam bilhões de visualizações.

A tendência se espalha por outras cidades históricas, como Xi’an, Hangzhou e Nanjing, onde experiências semelhantes conectam visitantes a diferentes dinastias chinesas. Dados do setor mostram que a demanda por esse tipo de atração dobrou em 2026, indicando uma mudança no comportamento do turista.

Empresas de entretenimento também entraram nesse mercado. A plataforma iQIYI, por exemplo, lançou o parque iQIYI Land, que utiliza realidade virtual para transportar visitantes a universos inspirados em mitologia e dramas históricos.

Especialistas apontam que o sucesso desses parques está na combinação entre tradição e inovação. Mais do que cenários, eles oferecem experiências sensoriais completas, permitindo que o público veja, sinta e participe da cultura chinesa, fortalecendo o vínculo entre passado e presente.

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