O quebra-gelo Xuelong retornou a Shanghai após uma expedição de 160 dias na Antártica, marcando a conclusão de uma das etapas da 42ª missão polar da China. A operação envolveu cerca de 550 pesquisadores e mais de 3,6 mil toneladas de suprimentos, estabelecendo novos recordes de escala e atividades científicas.
Durante a missão, foram apoiados 45 projetos nacionais de ciência e tecnologia, com avanços em infraestrutura, monitoramento ambiental e testes de equipamentos desenvolvidos no país. Um dos destaques foi a consolidação da Estação Qinling, a quinta base chinesa na Antártica, que ampliou sua capacidade operacional e científica.
A expedição também registrou marcos tecnológicos, como o novo recorde de perfuração com água quente no gelo antártico, atingindo 3.413 metros de profundidade, superando o recorde global anterior. Os estudos devem contribuir para pesquisas sobre clima, história da Terra e formas de vida sob o gelo.
No campo ambiental, os cientistas realizaram investigações em áreas como os mares de Cosmonaut e Amundsen, com monitoramento de colônias de pinguins e coleta de amostras de krill e lagos congelados, ampliando o conhecimento sobre os ecossistemas polares.
A missão também teve forte componente de cooperação internacional, com ações de resgate humanitário e apoio a pesquisadores de diversos países. Ao longo da jornada, estações chinesas e embarcações receberam mais de 400 visitas de cientistas estrangeiros e promoveram intercâmbios acadêmicos.
A expedição, iniciada em novembro de 2025, contou ainda com o apoio do quebra-gelo Xuelong 2 e deve ser oficialmente concluída em maio, consolidando mais um ciclo de pesquisas científicas chinesas na Antártica.

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