Cinco projetos de pesquisa médica voltados à criação do primeiro hospital espacial do mundo foram enviados ao espaço, na segunda-feira, a bordo de uma nave de testes lançada por um foguete Lijian-2 Y1. As iniciativas, desenvolvidas pela Universidade de Tecnologia Avançada de Shenzhen, passarão por experimentos em órbita ao longo dos próximos três anos.
Os estudos integram uma missão maior conduzida com a nave de carga Qingzhou, que transporta 27 projetos científicos, com carga total de uma tonelada, operando entre 200 e 600 quilômetros de altitude. A proposta do hospital espacial foi formalizada em parceria com a Academia de Inovação para Microssatélites, ligada à Academia Chinesa de Ciências.
O objetivo é desenvolver tecnologias para monitoramento médico, suporte à vida e tratamento de doenças em ambiente espacial, preparando missões de longa duração, incluindo viagens à Lua e a outros planetas. Entre os projetos enviados está um dispositivo de fototerapia que simula a luz solar para estimular a produção de vitamina D, ajudando a prevenir a perda óssea em condições de microgravidade.
Outro destaque é um equipamento terapêutico baseado em plasma, capaz de acelerar a cicatrização de feridas em ambientes espaciais, onde alterações na circulação sanguínea dificultam a recuperação. A tecnologia também pode ser usada para desinfecção, ampliando sua aplicação em missões.
O plano de desenvolvimento prevê três etapas: testes em órbita, criação de uma base hospitalar espacial e, futuramente, a construção de módulos médicos na Lua ou em outros corpos celestes. Segundo os pesquisadores, os avanços também poderão gerar benefícios para a medicina na Terra, especialmente em áreas como regeneração de tecidos e tratamento de doenças.
A iniciativa reforça a estratégia da China de expandir suas capacidades em medicina espacial e apoiar futuras missões tripuladas de longa duração.

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