A nave de carga Qingzhou, lançada nesta semana, terá uma versão final capaz de se acoplar à estação espacial da China para realizar missões regulares de abastecimento, segundo a Academia de Inovação para Microssatélites, ligada à Academia Chinesa de Ciências.
O veículo de testes foi colocado com sucesso em órbita após lançamento pelo foguete Lijian-2 Y1 e servirá para validar tecnologias essenciais para futuras operações logísticas no espaço. Com peso de 4,2 toneladas, a nave foi projetada para ser compatível com diferentes tipos de foguetes e operar em altitudes entre 200 e 600 quilômetros.
A Qingzhou conta com um compartimento principal pressurizado e uma seção traseira aberta. O módulo principal possui 40 compartimentos de carga, com volume total de 27 metros cúbicos, destinados ao transporte de suprimentos para astronautas, equipamentos científicos e experimentos.
Um dos destaques é a capacidade de transportar um sistema de refrigeração de 300 litros, dividido em cinco unidades, que permitirá armazenar alimentos e amostras biológicas que exigem controle de temperatura.
Já a parte traseira da nave é projetada para transportar equipamentos expostos diretamente ao ambiente espacial, ampliando a eficiência das missões. O projeto integra os esforços chineses para fortalecer sua infraestrutura orbital e dar suporte a operações científicas de longo prazo.

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