Estudantes devem ser orientados a usar a inteligência artificial de forma racional e responsável, evitando a chamada “preguiça intelectual” à medida que a tecnologia transforma a educação e o papel dos professores, afirmou na quarta-feira o conselheiro político chinês Xu Kun.
Xu, que também é presidente da Universidade de Correios e Telecomunicações de Beijing e membro do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC), fez as declarações a jornalistas à margem da sessão anual do órgão consultivo em Beijing.
Segundo ele, a inteligência artificial é uma tecnologia de “duplo fio”, capaz de trazer grandes benefícios à educação, mas que exige um compromisso com o princípio de que a tecnologia deve ser usada para o bem.
Xu destacou que a IA está transformando profundamente os processos de ensino e aprendizagem. Na prática, a tecnologia permite superar modelos de ensino padronizados e adaptar o aprendizado ao ritmo e às necessidades de cada estudante. “Do ponto de vista pedagógico, a IA está remodelando o papel dos professores”, afirmou. Para ele, ferramentas baseadas em inteligência artificial podem assumir tarefas repetitivas, liberando educadores para se concentrar em estimular a criatividade, a curiosidade e o pensamento crítico dos alunos.
O conselheiro também avaliou que a IA pode acelerar a reforma educacional ao possibilitar ambientes de aprendizagem mais abertos, orientados por dados e conectados a situações do mundo real. Nesse cenário, explicou Xu, a tecnologia pode ajudar a reduzir barreiras geográficas e ampliar o acesso a uma educação de qualidade, permitindo que estudantes em diferentes regiões tenham acesso aos mesmos recursos educacionais.
Apesar das oportunidades, ele ressaltou que o avanço da IA exige maior atenção à formação ética dos estudantes. Segundo Xu, é fundamental orientar os jovens a utilizar a tecnologia de maneira equilibrada. “Devemos guiar os estudantes para que utilizem a inteligência artificial de forma adequada e moderada, evitando a preguiça intelectual”, afirmou.

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