Delegação militar chinesa estuda discurso de Xi e destaca modernização das forças armadas

Orçamento de defesa deve crescer 7% em 2026, com foco em tecnologia militar, treinamento e prontidão de combate

Integrantes da delegação militar que participa da sessão anual da Assembleia Popular Nacional discutiram o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, sobre o fortalecimento das forças armadas e a modernização da defesa nacional.

Segundo Zhang Xiaogang, porta-voz da delegação do Exército de Libertação Popular da China e da Polícia Armada do Povo, as orientações de Xi reforçam as diretrizes para fortalecer a lealdade política no setor militar.

Durante reunião realizada no sábado, Xi, que também é secretário-geral do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, pediu esforços coordenados para avançar na modernização da defesa nacional e das forças armadas de forma estável e contínua.

Zhang afirmou que os deputados militares se comprometeram a implementar o sistema de responsabilidade final do presidente da Comissão Militar Central, aprofundar a reforma política nas forças armadas, fortalecer o treinamento e ampliar a prontidão de combate.

Orçamento de defesa

O orçamento de defesa da China para 2026 deverá aumentar 6,9% em relação ao ano anterior, segundo dados apresentados na sessão legislativa. Os gastos do governo central com defesa devem crescer cerca de 7%.

De acordo com Zhang, o aumento será direcionado a quatro áreas principais: integração entre mecanização, informatização e tecnologias inteligentes nas forças armadas; melhoria do sistema de operações conjuntas; desenvolvimento de armamentos avançados e inovação tecnológica; e modernização da logística militar e do treinamento em condições reais de combate.

Questão de Taiwan

O porta-voz também afirmou que as forças armadas chinesas continuarão a combater movimentos separatistas relacionados à chamada “independência de Taiwan” e a se opor a interferências externas. Segundo Zhang, a China continuará buscando a reunificação pacífica, mas não renunciará ao uso da força caso seja necessário.

Ele acrescentou que os militares intensificarão o treinamento e a preparação operacional para impedir tentativas de secessão e garantir a estabilidade no Estreito de Taiwan.

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