Delegação da China desfila no Estádio Olímpico San Siro durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, em Milão, Itália, em 6 de fevereiro de 2026. (Xinhua/Li Ming)

Tecnologia e cultura chinesas marcam presença em Milão-Cortina 2026

Da maior delegação estrangeira do país ao uso de IA nos bastidores, China amplia influência nos Jogos de Inverno

Dos Alpes italianos às ruas de Milão, os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 evidenciaram não apenas o desempenho esportivo, mas também a presença crescente da China dentro e fora das arenas. O país enviou uma delegação de 286 integrantes, a maior de sua história em Jogos de Inverno no exterior, refletindo a confiança construída desde Beijing 2022.

No gelo e na neve, atletas chineses conquistaram resultados expressivos. O snowboarder Su Yiming abriu o quadro de medalhas do país com bronze no big air masculino. Já Gu Ailing faturou duas pratas no esqui estilo livre, enquanto Ning Zhongyan garantiu a primeira medalha olímpica chinesa nos 1.000 metros da patinação de velocidade masculina.

Tecnologia chinesa nos bastidores

A influência chinesa também se destacou na infraestrutura tecnológica dos Jogos. O site oficial de Milão-Cortina 2026 incorporou a chamada “Inteligência Artificial Olímpica”, baseada no modelo Qwen, desenvolvido pela Alibaba. O sistema, com suporte a 119 idiomas, auxilia delegações e organizadores em questões logísticas, de credenciamento e acomodação.

Na Vila Olímpica, uma estação inteligente de troca de pins com braços robóticos e reconhecimento de gestos virou ponto de encontro entre atletas. Já nas transmissões esportivas, tecnologias de replay em “tempo de bala” (com imagens em 360 graus) foram utilizadas em 10 locais de competição, permitindo análises detalhadas de provas de alta velocidade.

Marcas chinesas também marcaram presença em Milão, como a TCL, que montou instalações temáticas na Piazza del Duomo e forneceu infraestrutura tecnológica para arenas e espaços oficiais.

Cultura como ponte

Além da tecnologia, elementos culturais chineses ganharam visibilidade. Na Casa da China, visitantes italianos participaram de oficinas de caligrafia, recorte de papel e arte tradicional. O Ano do Cavalo, celebrado no calendário lunar, inspirou exposições e performances.

Na cerimônia de abertura, o pianista Lang Lang se apresentou ao lado da mezzo-soprano italiana Cecilia Bartoli, simbolizando o diálogo cultural entre Oriente e Ocidente.

Nas pistas, Gu Ailing chamou atenção com um traje inspirado na porcelana azul e branca chinesa, bordado com um dragão dourado, símbolo de força e coragem. Até terapias tradicionais, como ventosas, foram adotadas por atletas estrangeiros nas áreas de recuperação.

Em Milão-Cortina 2026, a presença chinesa foi além das medalhas. Entre inovação tecnológica, intercâmbio cultural e protagonismo esportivo, o país reforçou seu papel no movimento olímpico global.

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