China implanta modelo de IA em satélites e avança na computação espacial

Startup conecta modelo Qwen3 a constelação orbital e realiza raciocínio completo em órbita pela primeira vez

Uma empresa aeroespacial comercial chinesa anunciou um avanço inédito na área de computação espacial ao implantar com sucesso um modelo de inteligência artificial de uso geral diretamente em satélites em órbita. A GuoXing Aerospace Technology informou que conectou o grande modelo de linguagem Qwen3, desenvolvido pela Alibaba, ao seu primeiro centro de computação espacial, permitindo tarefas completas de raciocínio realizadas integralmente no espaço.

Segundo a empresa, trata-se da primeira implantação mundial de um modelo de IA de grande escala e uso geral, controlado a partir da Terra, em uma constelação de satélites já operacional. No teste, perguntas foram enviadas do solo, processadas a bordo do satélite e devolvidas às estações terrestres em cerca de dois minutos, demonstrando a viabilidade do processamento inteligente em órbita sem depender de centros terrestres.

A iniciativa se baseia no lançamento, em maio do ano passado, de uma constelação inicial de 12 satélites de computação espacial, marco inicial do projeto da GuoXing Aerospace. De acordo com a empresa, a crescente demanda global por poder computacional impulsiona a migração de capacidades avançadas de IA para o espaço, abrindo uma nova frente na competição tecnológica internacional.

A startup planeja construir, até 2035, uma rede com 2,8 mil satélites especializados, sendo 2,4 mil voltados à inferência e 400 ao treinamento de modelos, operando entre 500 e 1 mil quilômetros de altitude. A constelação utilizará links a laser entre satélites para transferência de dados em alta velocidade e tem como meta oferecer 100 mil petaflops de capacidade de inferência e 1 milhão de petaflops para treinamento em escala global. Segundo a empresa, novos agrupamentos devem ser lançados ainda este ano.

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